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Em entrevista para a série Pensamento Matemático, professora e doutora Alina Galvão Spinillo dá dicas de como estimular alunos a pensar matematicamente

Ensinar ou desenvolver o pensamento matemático em sala de aula? Esse é o segundo tema da série especial que a Revista TecEduc apresenta para você, educador. Confira a seguir!

Matemática: ensinar ou desenvolver?
Diferente de ensinar, o sentido numérico precisa ser incentivado e relacionado a situações do dia a dia dos alunos. “Essa é uma questão bastante desafiadora porque o sentido de número, é uma habilidade, portanto, não pode ser ensinada, mas precisa ser desenvolvida”, explica Alina Galvão Spinillo, professora titular do Departamento de Psicologia e da Pós-Graduação em Psicologia Cognitiva da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Em entrevista para a série Pensamento Matemático, a professora, que também é especialista na tecnologia educacional Pense Matemática, fala sobre a importância do senso numérico e dá dicas de como incentivar o raciocínio matemático.

Revista TecEduc: O que é sentido numérico?
Professora Alina: Pode ser definido como uma boa intuição sobre os números, suas relações e os significados que são atribuídos aos números nas diversas situações sociais com as quais o indivíduo interage na sociedade, dentro e fora da escola. Seria possível dizer que é uma habilidade cognitiva que permite o sucesso com as situações matemáticas e que é um grande exemplo da relação entre a Psicologia Cognitiva e os aspectos sociais da Matemática. O sentido numérico seria, assim, um campo de investigação entre a Psicologia Cognitiva, por ser uma habilidade e, ao mesmo tempo, por ter uma origem social em atividades práticas do cotidiano dos indivíduos. Ilustra a natureza tanto cognitiva como social do conhecimento Matemático. Então, as pesquisas nesse campo permitem um nível de compreensão ampliada a respeito da cognição humana.

Revista TecEduc: De onde se origina essa capacidade?
Professora Alina: Ela se origina de todas as situações sociais com as quais o indivíduo interage em seu cotidiano, por exemplo: em casa, nas ruas, na escola, no trabalho… Nós estamos cercados de atividades matemáticas em todos os nossos momentos e em todas atividades que realizamos, por exemplo: fazer uma receita culinária em casa, preencher um cheque, fazer compras, observar a numeração das casas, etc. E a escola também é um ambiente que permite o desenvolvimento do sentido numérico.

Revista TecEduc: A escola poderia ensinar sentido numérico?
Professora Alina: Essa é uma questão bastante desafiadora porque o sentido de número é uma habilidade e, portanto, não pode ser ensinada diretamente, mas ela precisa ser desenvolvida. A escola precisa, ao ensinar todo e qualquer conceito Matemático, estar preocupada também em desenvolver um sentido numérico relativo aos conceitos matemáticos que estão sendo ensinados naquele momento do currículo, naquele momento da escolaridade. Da mesma forma que a escola tem a função de ser uma agência de letramento, levando as crianças, os adolescentes e os indivíduos de maneira geral a saber utilizar a leitura e a escrita nas práticas sociais em que estariam envolvidas a escola também é uma agência de numeramento, que tem por objetivo desenvolver o sentido numérico para tornar os indivíduos numeralizados e capazes de realizar de maneira satisfatória as situações-problema do cotidiano através do conhecimento matemático. Então, o sentido numérico seria esta habilidade a ser desenvolvida e não o conteúdo a ser ensinado.

Assista à entrevista na íntegra, onde a professora Alina também fala sobre caminhos para que a escola estimule o desenvolvimento desses comportamentos e comenta sobre as contribuições das pesquisas em Psicologia do Desenvolvimento Cognitivo para a Educação Matemática.

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