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Saiba como a Aprendizagem Adaptativa foi incorporada à rotina escolar de professores e alunos

Em uma mesma sala de aula é possível encontrar alunos de diferentes perfis, origens e bagagens culturais que, nem sempre, estão no mesmo nível de aprendizagem. Isso torna o processo educacional ainda mais desafiador para os educadores que, além de trabalharem com toda a turma, também precisam estar atentos às particularidades de cada aluno.

Considerando esse contexto e também a evolução tecnológica aplicada à educação, gestores e educadores das unidades do Colégio Positivo, em Curitiba (PR), já colocaram em prática a Aprendizagem Adaptativa. Afinal, essa é uma tendência educacional que veio para ficar e que já conquistou professores, alunos e, até mesmo, os pais dos alunos do Colégio.

“Através do uso do Aprimora, uma plataforma educacional que permite a personalização do ensino, desenvolvida pela divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática, foi possível envolver alunos do Ensino Fundamental II ao Ensino Médio e seus familiares em uma nova forma de ensinar e aprender conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática”, conta Juliane Gomes, professora e gestora do Ensino Médio do Colégio Positivo Jardim Ambiental. “Isso porque, muitas vezes, o aluno não tem maturidade para verificar se está com alguma defasagem no aprendizado. Ao longo do tempo, muitos chegam de outras escolas e outros, mesmo passando de ano por média, podem chegar ao Ensino Médio sem o preparo necessário para os conteúdos que ainda terão pela frente. Para prevenir essa questão, o aplicativo pode ajudar o aluno a detectar as suas dificuldades, bem como os assuntos que deve retomar ou estudar mais para seguir em frente com sucesso e com acompanhamento da família”, complementa.

Erros e acertos
Para Arnaldo Felipe Junior, professor de matemática do Colégio Positivo Jardim Ambiental, que, segundo seus colegas de trabalho, já pode ser considerado ‘guru’ do Aprimora, a utilização da solução favorece, e muito, a atuação do professor em sala de aula. “Com ela, é possível acompanhar em tempo real os erros e acertos de cada aluno e fazer as interferências necessárias, seja pra lançar novos desafios aos que estão com facilidade ou para fazer um reforço junto aos alunos com dificuldade”, afirma.

“É interessante porque não é só lançar a atividade para os alunos através do Aprimora e ‘pronto, acabou’. Enquanto os alunos estão realizando a tarefa, o educador pode ver, pelo seu computador, o que eles realmente estão fazendo. Ou seja, é possível verificar quem está acertando, chutando e errando. E se o aluno começar a errar demais, é só chamá-lo para conversar e tirar as suas dúvidas sobre o conteúdo proposto”, acrescenta o professor Arnaldo.

Para ele, o uso do Aprimora também é muito útil para conhecer melhor a bagagem de cada aluno, além de aumentar a proximidade deles com os professores. “Normalmente, em sala de aula, os alunos ficam muito retraídos. Ou seja, somente uma parcela muito pequena nos chama quando não entende algo. Com o uso da solução, há muito mais interação entre professor e aluno”, aponta.

Personalização do ensino
Outra vantagem lembrada pelos professores do Colégio Positivo é poder personalizar o ensino para turmas grandes. “Em uma sala com um número muito grande de alunos é mais difícil fazer um atendimento individualizado para o aluno com dificuldade. Mas com o Aprimora, isso é possível! O aplicativo adapta o conteúdo para o aluno e o professor faz um acompanhamento individualizado do desempenho”, ressalta o professor Arnaldo.

Como trabalhar o Aprimora em sala de aula
De acordo com Juliana Milleo Sochascki, supervisora de Informática nas unidades do Colégio Positivo, em Curitiba (PR), existem duas maneiras de inserir o Aprimora no plano de aula. “Você pode deixar o aplicativo aberto, para o aluno percorrer o caminho que desejar, ou indicar um caminho e fazer o agendamento de uma atividade. É possível, ainda, selecionar módulos por assuntos e trabalhar somente eles”, explica.

Capacitação
Para atender aos professores ainda não muito familiarizados com a nova tecnologia, o Colégio Positivo oferece treinamento para que os educadores possam utilizar o Aprimora da melhor forma em sala de aula. “O professor que ainda não tem o conhecimento necessário para utilizar o aplicativo passa por uma capacitação. Mas o seu desempenho em sala de aula vai depender da sua familiarização com a tecnologia e, também, do seu interesse em aprender a utilizá-la em benefício das suas aulas. E isso depende muito do perfil de cada professor”, afirma a supervisora.

Segundo ela, também existe um processo de motivação para que os professores usem a ferramenta. “Procuramos motivá-los mostrando as vantagens do uso da solução em sala. Qual outra maneira, além do uso do Aprimora, por exemplo, que eles teriam para identificar os alunos que estão com dificuldades em determinado conteúdo? Certamente, teriam que elaborar prova, aplicar, corrigir, ou seja, seria um processo mais demorado”, ressalta.

No entanto, para incorporar as novas tecnologias educacionais nas escolas, é fundamental que os professores sejam incentivados a participar das capacitações. “A gente sabe como é a jornada e o pouco tempo que o professor tem para planejar suas aulas. E, por isso, é natural que toda nova ferramenta cause um pouco de apreensão até a sua incorporação no dia a dia. Assim como o professor precisa de tempo para compreender a novidade, a escola também tem que disponibilizar esse tempo de adaptação aos educadores”, avalia ela.

Professor como mediador
Com a mudança de comportamento das crianças e dos adolescentes, que já crescem experimentando as facilidades dos recursos tecnológicos, o papel do professor em sala de aula também está mudando. “Hoje em dia, até por conta da geração da tecnologia, o professor precisa ser um mediador, não tem mais como ser apenas um porta-voz do conhecimento. Ele pode ser maravilhoso tecnicamente, mas se for só um porta-voz, ele não vai despertar o interesse dos alunos pelas suas aulas, porque os alunos de hoje são muito imediatistas”, diz Juliane Gomes, gestora do Ensino Médio.

O aumento da utilização dos dispositivos móveis em sala de aula também chama a atenção dos educadores. “Quando chegamos em sala para dar um assunto, eles já estão com o tablet ou o celular na mão, fazendo perguntas”, complementa o professor Arnaldo.

#FicaaDica
Para aproveitar essa aproximação dos alunos com as novas tecnologias em favor do ambiente escolar, a dica dos professores do Colégio Positivo é não ter medo de tentar. “Se não abrirmos a porta da escola para as novidades, como vamos saber se elas funcionam? Por isso, é importante fazer um planejamento e estudar muito antes. Assim, será possível ganhar segurança e aproveitar os benefícios que as novas tecnologias têm a oferecer para enriquecer o conteúdo escolar”, recomenda a supervisora Juliana Milleo Sochascki.

E você, educador, como trabalha a personalização do ensino em sala de aula? Compartilhe a sua experiência com a gente na área “De Educador Para Educador” ou nos comentários!