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Patrícia Dupin fala sobre a área educacional e os desafios frente às  novidades tecnológicas; Confira o quarto texto da série Geração Touch Screen!

Para Patrícia Dupin, psicanalista, especialista em neurocognição e potencial humano, e doutora em Ciências da Informação e da Comunicação, não há dúvidas de que um dos desafios educacionais relacionados aos avanços das novas tecnologias é o de garantir a “educação para a vida” a partir de valores de base para a co-construção do conhecimento e para a evolução do mundo que queremos.

 

Co-construção do Conhecimento
“Esse desafio está no sentido de saber como estamos interconectados em nosso modo de pensar e agir e, por isso, a importância de refletir e questionar “para que nos serve”, “por que precisamos disso ou daquilo? ”, “como isto ocorreu? ”, de forma a ampliar a nossa consciência sobre nossas decisões, sobre o nosso modo de agir no mundo e de como somos individual e coletivamente afetados por essas ações”, diz a especialista.

 

Mundo que queremos
“Já para a evolução do mundo que desejamos, fica mais fácil. Afinal, com tantos recursos tecnológicos disponíveis, nos distanciamos de alguns valores que são essenciais à vida, como a identidade, a admiração da beleza em inúmeros aspectos e o valor das pessoas sobre as coisas”, comenta a especialista. “A velocidade da transformação de nossa sociedade local para uma sociedade global eleva o risco da perda de identidade local de forma significativa! ”, complementa.

 

Conteúdos Interdisciplinares
Patrícia Dupin também conta que conteúdos transdisciplinares podem fomentar o desenvolvimento da identidade de cada um, chamar a atenção para a beleza e como cada um percebe diferentemente um mesmo estímulo. “É simples relacionar o estudo ou disciplina conosco, nosso ponto de vista, com nossas características pessoais, nosso estilo de decidir, nossas escolhas. E depois com o outro num ambiente, onde diferentes percepções são sempre bem-vindas, entendo que a felicidade e bem-estar coletivo é o melhor complemento da felicidade e bem-estar individual”, afirma.

 

Outro desafio não menos importante é a mudança de paradigma da educação que parte de um interlocutor – professor – e transmite conhecimentos aos alunos para aquele educador que abre oportunidades para que o outro tenha realmente espaço para expor sua percepção e seu pensamento, numa educação contributiva. “Neste caso cada aluno precisa ser visto em sua legitimidade e em sua originalidade e assim sua contribuição é valiosa e constrói uma comunidade sustentável. Este ato muda o mundo! ”, finaliza Patrícia.

 

Relembre aqui todos os temas da Série Geração Touch Screen? Que tal indicar a leitura para seus colegas da escola em que trabalha.