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É possível transformar o processo de ensino-aprendizagem utilizando as novas tecnologias como aliadas em sala de aula

O tempo passa rápido, o mundo gira e as coisas mudam… Prova disso é que, a cada nova geração, novos são os desafios e grandes devem ser as conquistas e as mudanças em nossa rotina diária. Os nativos digitais que o digam! Eles estão em pauta, mobilizando a sua vida e o mundo através de conexões, sejam elas reais ou virtuais. Com isso, também estão transformando (e até revolucionando) as formas de ensinar e aprender. O que coloca em questão a dinâmica escolar tradicional, na qual as paredes da sala de aula são fixas e o professor cumpre o seu papel de emissor do conteúdo curricular.

“Para atender e superar as expectativas das novas gerações de nascidos digitais também é necessário fazer da escola um lugar com mais interação, ludicidade e projetos que promovam a colaboração entre as crianças. Afinal, dialogar, pesquisar, interagir com os outros e envolver-se em projetos passou a ser fundamental para uma aprendizagem bem-sucedida em um mundo hiperconectado”, comenta Luca Rischbieter, formado em Geografia, com mestrado em Educação, e consultor pedagógico da Positivo Informática Tecnologia Educacional. “É preciso buscar, na história da Pedagogia, exemplos e ideias adaptáveis ao contexto de um mundo invadido pelas TIC’s (Tecnologias de Informação e Comunicação)”, complementa.

Quem são?
Os nativos digitais são os jovens que hoje têm entre 15 e 24 anos e que cresceram acompanhando de perto a expansão da internet. Por isso, são nativos na linguagem digital dos computadores, videogames e da Internet. O mundo deles é feito de conexões e seu universo no cenário nacional já ultrapassa 20 milhões de pessoas, colocando o Brasil na 4ª posição quando o assunto é a população de nativos digitais, segundo dados compilados pela União Internacional das Telecomunicações (UIT), órgão da ONU (Organização das Nações Unidas).

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E, nesse contexto em que a escola busca atualização perante as atuais necessidades dessa geração de alunos, o desafio aos educadores já foi lançado: o que mais podemos fazer na escola, além de dar aulas?

Para Luca Rischbieter, é possível tornar a Educação mais lúdica em todos os níveis, não apenas para a formação infantil, tendo a tecnologia como importante aliada. “A inclusão tecnológica torna as escolas mais relevantes para os alunos, além de possibilitar que aluno e professor tenham mais liberdade para inovar. O professor ganha mais relevância para o aluno e torna sua aula muito mais atrativa”, garante Luca. E não é para menos, já que para as crianças, computadores e outros artefatos vão ser (já são!) algo natural, assim como a TV foi para muitos pais ou adultos de hoje. “Inclusive, com base na teoria de Lev Vygostky, podemos dizer que o que muda não são as pessoas, mas os instrumentos de mediação. E as crianças, hoje, têm acesso a instrumentos de mediação muito mais poderosos do que as crianças das gerações anteriores tinham. O que revoluciona as possibilidades de autoria, de pesquisa, de aprendizagem e de comunicação”, reforça o consultor.

Proposta
Por isso, segundo o consultor, crianças e jovens poderiam vivenciar uma escola renovada, pautada em três ideias principais:

1. Novas tecnologias ajudam a aprimorar o ensino curricular tradicional.
Com elas torna-se muito mais viável termos escolas que buscam o sucesso e a construção da autoconfiança de cada aprendiz;

2. Novas tecnologias permitem uma ampliação do escopo da pedagogia dos projetos.
Já temos mais de uma década de experiências que atestam o potencial da Internet para programar uma pedagogia inspirada nas ideias de Célestin Freinet;

3. Novas tecnologias para criar uma escola mais interessante.
A renovação da escola torna-se ainda mais urgente, e mais viável, a partir de um aproveitamento dos recursos que as novas levas de artefatos informatizados estão colocando nas mãos das crianças e adolescentes.

“Ou seja, cada item acima fala de ideias progressivamente inovadoras pedagogicamente, sempre com o objetivo de termos uma escola que recupere sua legitimidade e relevância”, finaliza o consultor Luca Rischbieter.

E você, educador, como analisa as necessidades de mudança na metodologia de ensino e aprendizagem e o uso de tecnologias educacionais na formação dos Nativos Digitais? Compartilhe a sua opinião com a TecEduc!