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por | 23 / fev / 21 | Artigos, Giro TE

Mariana Godoi de Lima 

Cuidar emocionalmente dos nossos alunos faz toda a diferença: seja para o futuro deles, seja para a sua aprendizagem. A prova disso foram as grandes modificações que vivemos durante o ano de 2020, o que incluiu a educação e seu processo de ensino-aprendizagem desde a Educação Infantil até o Ensino Superior.  

O isolamento social fez com que crianças e adolescentes precisassem lidar com os sentimentos que surgiram durante esse período, como, por exemplo, o estresse e a ansiedade. Nesse contexto, as competências sociais foram postas à prova. 

Quando falo em mudanças no processo de ensino-aprendizagem, refiro-me a transformações e adaptações que o ensino vem sofrendo ao longo dos anos, mas que foram potencializadas durante a pandemia.

 

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Educar uma criança nunca foi uma tarefa fácil. Conforme crescem, apresentam novas demandas e, em todas as fases, se deparam com adversidades e descobertas exigindo que professores, pais e responsáveis se reinventem também a todo momento. 

Sabemos que o mundo escolar está muito focado nas habilidades cognitivas e em componentes curriculares tais como Português, Matemática, História e Geografia, entretanto precisamos ressaltar também a importância das habilidades socioemocionais que, inclusive, completam as cognitivas e vêm ganhando cada vez mais espaço nas discussões educacionais.

Essas habilidades se desdobram em atitudes, valores e comportamentos que podem ser aprendidos e experimentados na relação com o outro e com o espaço, na escola, na comunidade a que pertencemos e em nossas famílias. 

As habilidades socioemocionais preparam os alunos para enfrentar os desafios da vida, por meio de um olhar mais empático e do autoconhecimento. Assim, o ato de se autoconhecer torna-se de extrema importância, pois, a partir dele, é mais fácil reconhecer o outro.  

Essas competências são utilizadas cotidianamente nas diversas situações da vida e integram o processo de cada um para aprender a conhecer, conviver, trabalhar e ser. Ou seja, são parte da formação integral e do desenvolvimento do ser humano. São habilidades que podemos aprender, praticar e ensinar.

 

DA LINEARIDADE A EXPONENCIALIDADE: UM NOVO JEITO DE APRENDER E ENSINAR

 

Vivemos num mundo em constante transformação. Uma criança atualmente na Educação Infantil, por exemplo, ao longo de sua trajetória de vida passará por uma grande quantidade de mudanças científicas, tecnológicas e até comportamentais, portanto essa criança precisará de adaptações para viver. E como nós, educadores e pais, podemos preparar nossos alunos para esse novo mundo? 

Por isso, é tão importante pensarmos que tipo de skills e capacidades nossos jovens precisam desenvolver nesse novo contexto de mudança tão veloz. É um momento de abrir-se ao novo, de desenvolver um mindset flexível ao mundo. E, para isso, nossos alunos precisam ser estimulados e estar abertos à criatividade e à flexibilidade e, assim, acolher novas mudanças o tempo todo. 

A capacidade de se relacionar com o outro, respeitar diferentes pontos de vista, ser tolerante a diversas opiniões faz parte de um grupo de habilidades necessárias para a solução de problemas em qualquer profissão (e também na vida pessoal). Cooperação, trabalho em time, empatia, convívio com o outro para gerar resultados também fazem parte desse mesmo grupo.

 

TENDÊNCIAS EDUCACIONAIS QUE SE CONSOLIDARAM NA QUARENTENA

 

O momento das aulas, seja on-line ou presencial, é para aprender. Mas isso também quer dizer aprender mais sobre si mesmo e desenvolver suas capacidades sociais e emocionais. É o período para deixar os alunos se expressarem e encontrarem as próprias respostas.

As metodologias ativas são ideais para esse processo de ensino-aprendizagem no qual o aluno é colocado como protagonista e o professor assume um papel de suporte. Como escola, precisamos nos propor a desenvolver pessoas como uma prática tão intencional quanto ensinar Português e Matemática. 

É preciso entender que essas tarefas têm de ser feitas com intencionalidade, com acompanhamento específico. Não se pode ficar apenas no orgânico, pois os alunos precisarão sair com tais habilidades da escola para o mundo. 

Para preparar nossos alunos do século XXI, os professores precisam ser incentivadores, mentores, investigadores, motivadores e tornar a sala de aula tão dinâmica quanto o mundo atual.

* Mariana Godoi de Lima, analista de projetos na Tecnologia Educacional.

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