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Como trabalhar a criatividade na escola?

Apontada como uma das principais habilidades do século XXI, o debate não é mais porque a criatividade importa, mas como a educação pode melhor adaptar e reimaginar o aprendizado para equipar os alunos com habilidades criativas

A seleção da criatividade como uma das competências que serão avaliadas no PISA de 2021 tem uma mensagem significativa: sinaliza que o pensamento criativo tem importância e valor crescente internacionalmente. Em consequência disso, os sistemas educacionais ao redor do mundo consideram priorizar a criatividade no ensino, ou ao menos deveriam.

Neste momento, quando a criatividade é colocada no cenário internacional de maneira tão profunda, é uma oportunidade para formuladores de políticas, educadores e pesquisadores se reunirem para ter uma discussão produtiva sobre o papel da criatividade para os estudantes, escolas e para a sociedade em geral. 

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Para o CEO do Instituto FrameWorks, Nat Kendall-Taylor, a avaliação da criatividade no PISA para 2021 é o testemunho de uma compreensão global de seu valor crítico para os alunos de hoje. Mas afinal, o que é a criatividade e como ela pode ser avaliada nas escolas?

Avaliando o pensamento criativo: seriam os testes uma forma de podar a imaginação?

A criatividade é rotineiramente descrita como algo que um indivíduo tem ou não tem, ou algo que ele é ou não é. Não é discutida como uma capacidade que pode ser treinada ou uma habilidade que possa ser aprimorada, fornecendo a uma pessoa já criativa o espaço e liberdade para exercitar sua criatividade. 

Porém, a capacidade de pensar criativamente é muito mais comum que isso: todos são criativos de uma maneira ou de outra. 

Segundo Nat Kendall-Taylor, o pensamento criativo não se aplica apenas em contextos que se concentram uma expressão do mundo interior ou da imaginação, como as artes escritas, visuais ou performáticas. 

“O pensamento criativo também se aplica para outras áreas da vida em que a geração de novas e diferentes ideias são importantes para a resolução de problemas – incluindo problemas do dia a dia, como cozinhar uma saborosa refeição usando apenas os ingredientes disponíveis ou resolvendo um problema de agendamento – ou preocupações em toda a sociedade”, explica.

Em termos gerais, a criatividade nos permite pesquisar novas e diferentes soluções; tentar algo contra-intuitivo quando tudo mais falhar; para olhar para os problemas de ângulos diferentes e construir novos métodos em vez de seguir receitas pré-determinadas de ação.

Enquanto que a avaliação, Taylor percebe que muitas pessoas acreditam que ela não combina com criatividade. “As provas são entendidas como rígidas, sérias e o oposto de diversão, recursos que são vistos como ameaça à liberdade e falta de inibição que são pré-condições para a criatividade”, conta.

Mas, reestruturar a criatividade e a avaliação pode mudar a compreensão pública desses conceitos de uma maneira que permita uma melhor sinergia entre eles. “Devemos considerar toda a gama de possibilidades para avaliar a criatividade das crianças, perguntando a nós mesmos como podemos nutrir sua criatividade por meio de avaliações, como as perspectivas das crianças podem ser incluídas em nossas avaliações e como podemos corresponder apropriadamente aos propósitos específicos da educação” aconselha a diretora de aprendizagem e programas nacionais do Victoria and Albert Museum, Dra. Helen Charman. 

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Podemos considerar o modelo de resolução de problemas da criatividade como um ponto de partida para aqueles cujo entendimento padrão de exame é de um processo para estabelecer um resultado e medir o progresso em direção a esse resultado.

Nesse caso, a avaliação e a criatividade estão ligadas a fortes suposições e padrões de pensamento que não se encaixam ordenadamente juntos. Formas alternativas de enquadramento poderiam desbloquear o potencial de usar os testes para melhorar processos criativos, habilidades e resultados.

Vejamos o exemplo do PISA, como o exame conceitua o pensamento criativo.  Nele a criatividade é definida como a competência para se envolver produtivamente em um processo interativo, envolvendo a geração, avaliação e o aprimoramento de ideias que podem resultar em soluções novas e eficazes, avanços no conhecimento e expressões importantes da imaginação.

Tal competência é habilitada pelo conhecimento e habilidades cognitivas, curiosidade, confiança, orientação a objetivos e motivação da tarefa, bem como pelas condições sociais, e pode ser exercido individualmente ou como parte de um grupo, favorecendo a importância da construção coletiva. 

O PISA medirá principalmente até que ponto os alunos podem gerar ideias diversas e criativas ao trabalharem tarefas da vida real. Os estudantes terão a oportunidade de brincar com suas ideias em quatro domínios diferentes: expressão escrita, expressão visual, problema científico e matemático e resolução de problemas sociais e interpessoais.

Conclui-se então que é possível avaliar a criatividade desde que os sistemas educacionais aceitem mudanças na forma de examinar as competências de seus alunos. Mas como estimular o pensamento criativo na escola?

Uma educação que estimula o pensamento criativo

A Dra. Charman observa que educação costumava ser sobre dar às pessoas acesso a conhecimentos pré-digeridos, mas, agora, deve ser sobre ajudar os alunos a desenvolverem uma bússola confiável para encontrar seu próprio caminho nesse mundo incerto e ambíguo. 

“A trajetória da demanda por habilidades criativas é clara e líderes e formuladores de políticas educacionais já estão convencidos da necessidade de reimaginar a aprendizagem. A criatividade agora é vista como uma das mais importantes habilidades necessárias para os alunos de hoje e de amanhã” diz. 

Prova disso é que em uma pesquisa realizada pelo Fórum Econômico Mundial (WEF na sigla em inglês) sobre o futuro dos empregos em 2016, a criatividade aparece como a décima habilidade mais procurada. Já em 2019 ela subiu para a quinta posição, e a entidade prevê que em 2020 ela irá alcançar a terceira habilidade mais demandada.

Na escola, em vez de pedir aos alunos que resolvam um determinado problema que tem uma resposta “certa”, é interessante encorajá-los a expressar sua imaginação e sugerir soluções criativas em uma variedade de contextos, de pensar com flexibilidade e gerar respostas originais.

Uma boa forma de introduzir esses conceitos no ensino é a busca por soluções que prezam a experiência. Um bom exemplo disso é a linha educacional dos conhecidos blocos LEGO®, a LEGO® Education. Nesta solução o pensamento criativo pode ser trabalhado em todas as disciplinas, usando abordagens pedagógicas que incentivem a exploração, a descoberta de problemas e soluções, no lugar da aprendizagem mecânica.

Utilizando a metodologia dos 4 C’s, a LEGO® Education promove a criatividade por meio do jogo, visto que jogar é a oportunidade de explorar, imaginar e descobrir. O jogo é como o aluno testa suas ideias sobre tamanho, experimenta “o que pode ser”; como fazem conexões entre ideias, pessoas e coisas; brincar também é uma forma de aprender. 

Ao introduzir mais brincadeiras e foco nas habilidades de criatividade nas salas de aula, o aluno pode ficar engajado e inspirado a aprender. O ensino faz diferença quando lições e ambientes de sala de aula são projetado para abranger a capacidade do aluno de imaginar, refletir, investigar, explorar e desenvolver, pois ajudam a garantir o conhecimento e compreensão.

Conheça o programa GOMAKER e promova em sua instituição um ambiente de possibilidades e potencial, um lugar para aprender e brincar com ideias.

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