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Elas na programação: conheça nossas convidadas para o desafio micro:bit

Cinco mulheres, de professoras a engenheiras, irão participar de um desafio e mostrar que meninas também se interessam por STEM

O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência surgiu a partir de uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e da Organização das Nações Unidas (ONU) e se comemora no dia 11 de fevereiro. A data é um marco para a promoção da igualdade de direitos entre homens e mulheres em todos os níveis do sistema educacional, sobretudo nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM).

Pensando nisso e em incentivar as meninas no aprendizado STEM, convidamos cinco mulheres de diferentes campos dentro da Ciência e Tecnologia a participarem de um desafio conosco. Elas irão fazer uma atividade com o micro:bit mostrando que qualquer pessoa pode programar se tiver oportunidade, mesmo aquelas que nunca tiveram contato com a placa programável antes, como é o caso de algumas convidadas. Essa ação faz parte da campanha EstroGênias: meninas na Ciência da Tecnologia Educacional e tem como objetivo ampliar o debate sobre o tema por meio de exemplos inspiradores, que possam estimular as estudantes. Conheça as cinco participantes:

Allana Gabriela Gongoleski

Allana é pedagoga e trabalha há quatro anos na área de robótica educacional com crianças a partir dos 4 anos de idade, na Robot Education. “Iniciei o trabalho com a robótica por acreditar que é uma ferramenta facilitadora do ensino das disciplinas regulares e acaba tirando aquela separação tradicional entre matemática, ciência, história…tudo se mistura como é na vida real!”, conta entusiasmada.

Ela conta que em suas aulas as meninas são ainda minoria, cujo principal fator ainda é o pensamento da família: “robótica é mais coisa de menino, não é?”. Mas, sempre que tem oportunidade, ela exalta a participação feminina e suas contribuições para as Ciências. “Sempre mostramos exemplos de turmas mistas em peças publicitárias, falamos sobre a história da programação, que começou com Ada Lovelace, por exemplo. É só pesquisar um pouco para descobrir que o sucesso das meninas nestas áreas é tão grande, quanto o de meninos.”

Ana Carolina Follador

Pedagoga, especialista na área de tecnologia educacional, Cultura Maker, STEAM e aprendizagem ativa. Atua com Robótica Educacional há 10 anos. Também é gestora de projetos educacionais, palestrante, autora de materiais didáticos e juíza de torneios de Robótica, como a FIRST® LEGO® League.

“Quando iniciei há dez anos atrás, 99% dos meus alunos eram meninos, as poucas meninas que participavam eram motivadas pelos pais e irmãos e isso fazia toda diferença no envolvimento delas com as ferramentas. As meninas tinham tanto talento quanto os meninos. Com o passar dos anos, a participação delas foi ganhando destaque e muitas vezes os meninos disputavam as meninas para estarem em suas equipes de trabalho.” conta a professora que acredita que sua presença nas escolas fez toda a diferença para incentivar as alunas. “Na minha área a maioria dos professores de robótica eram homens, e tenho certeza de que o fato de eu ser mulher contribuiu muito para a mudança desse cenário nas escolas por onde passei ao longo da minha carreira, pois quando as meninas me viam no pátio da escola com os robôs explicando como funcionava a programação e como eu fiz para montar determinado projeto, os olhinhos delas brilhavam! Por isso falo da necessidade de inspirar as meninas por meio de exemplos que sejam próximos a elas.” diz.

Giovanna Gimenes Moeller

Desenvolvedora de front-end e a mais jovem do grupo, Giovanna cursa Sistema da Informação Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Sou apaixonada no mundo da tecnologia, especialmente nessa área de desenvolvimento e design de interfaces” conta a jovem de 20 anos. Ela explica que essa paixão começou na escola, “decidi que queria me tornar uma desenvolvedora aos 17 anos de idade enquanto cursava o meu ensino técnico em informática integrado com o Ensino Médio. Desde criança tinha muita proximidade com computadores e tecnologia, sendo esse um grande fator para que eu escolhesse o curso técnico na área e acabei me apaixonando fortemente por programação”.

Hoje ela compartilha os seus conhecimentos e descobertas nas redes sociais, incentivando outras meninas a seguirem a área. “Meus seguidores são maioria homens, porém o que me deixa feliz é que cada dia que passa mais mulheres chegam ao meu Instagram. No momento, tenho uma audiência de 30% do público feminino. Infelizmente ainda é pouco, mas em comparação com outros criadores de conteúdo de tecnologia na rede social, é um número relativamente alto. Isso acontece devido a desproporção do número de mulheres e homens nessa área de tecnologia. Acredito que pelas barreiras criadas na sociedade que a área de exatas não é feita para mulheres. Precisamos desmistificar isso o mais rápido possível”, explica.

 

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Julia Peron Metzger

Julia tem 25 anos e é engenheira da computação, sócia fundadora e projetista de Hardware dos Eletroblocks. Mas esse amor pelo STEM nem sempre existiu, ela conta que quando criança não gostava de Matemática, mas que uma aula no Ensino Médio mudou tudo.

“Foi um momento bastante marcante que fez minha cabeça explodir e querer me aproximar deste universo. Meu professor de física na escola estava criando um grupo de estudantes para realizar algumas aulas de robótica com alunos. No meu primeiro dia de aula do grupo de robótica, o professor nos mostrou como acender um LED e foi nesse momento que eu me encantei! Fiquei um bom tempo admirando aquele pequeno circuito que eu mesma tinha montado, minha cabeça fervia de ideias e coisas que eu queria construir e naquele momento eu decidi que eu queria acender LEDs a vida inteira (acender LEDs, era a minha referência para trabalhar com tecnologia). Foi a primeira vez que notei que a tecnologia se parecia muito com tudo que eu gostava de fazer e que possibilitaria eu criar diferentes coisas, exatamente o que eu mais gostava, porém agora com uma ferramenta nova, extremamente encantadora e cheia de possibilidades!” conta com brilho nos olhos.

Karolina França Eugenio

Karolina é uma desenvolvedora de software especialista em aplicativos e games, com mais de 10 anos de experiência ela já acumula 4 prêmios de nível nacional na área.

Hoje ela compartilha o seu conhecimento nas redes sociais, principalmente no YouTube. “Tem aproximadamente 1 ano e meio que tenho o canal e tem sido uma experiência fantástica e diferente de tudo que já vivi nesses 10 anos como desenvolvedora. Me orgulho bastante de poder inspirar, de forma representativa, outras mulheres Que elas que se sintam capazes de entrar nesse mercado de tecnologia”, diz.

Cada uma com sua história e diferentes experiências irão se juntar a nós nessa corrente que é mostrar que todos podem fazer parte das mudanças tecnológicas, e que aulas de programação e robótica é lugar de meninas sim! Acompanhe as redes sociais da Tecnologia Educacional para ficar por dentro dos desafios. Siga-nos no Instagram @tecnologia.educacional.

Quer mais inspiração? Venha bater um papo com as cientistas brasileiras mais renomadas da atualidade e potencialize a educação das nossas garotas:

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