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Tendências educacionais que se consolidaram na quarentena

por | 02 / fev / 21 | Artigos, Giro TE

* Por Helinton Marques

Em um curto período de tempo, a humanidade passou por uma transformação significativa. A pandemia trouxe desafios, com uma velocidade, abrangência e complexidade sem precedentes na história. Fomos desafiados a encontrar novos caminhos em nossa vida pessoal, profissional e social. Várias destas mudanças deverão permanecer e direcionar o nosso futuro.

Muitas foram e continuam sendo as habilidades que exercitamos para transpormos estes desafios. Dentre elas podemos citar a resiliência, a capacidade analítica para resolução de problemas, a criatividade e a inovação. Talvez estas tenham sido as mais significativas, mas são apenas algumas.

No mundo em que vivemos, estes desafios complexos, transformações exponenciais e a imprevisibilidade já não são um fato isolado, mas se tornam cada vez mais presentes, o que exige constantemente nossa adaptação e capacidade de aprendizado. Precisaremos continuar sendo flexíveis e estar abertos à inovação, pois é um caminho sem volta. A nós cabe evoluir a partir deste ponto.

 

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Na educação, a transformação talvez tenha sido ainda mais significativa e rápida: aulas remotas com a utilização de ferramentas digitais se propagaram e descobriu-se o que dá certo e o que dá errado. Novos espaços significativos de aprendizagem surgiram, percebeu-se que o processo pode acontecer para além do muro da escola, em qualquer lugar e a qualquer tempo, mas ainda é preciso se preocupar com as interações e o aspecto humano.

Em vez da presença física do professor ao seu lado, o aluno passou a ter momentos de conexão com ele por meio virtual. Num processo difícil, em construção e por muitas vezes ainda pouco estruturado, o aluno foi chamado a ganhar autonomia.

As escolas tiveram de se transformar muito rapidamente, melhorar a comunicação com os pais, encontrar caminhos para cumprir com todo o conteúdo programado, auxiliando professores e alunos neste processo. Algumas entenderam rapidamente ou já estavam em transformação para uma nova perspectiva de ensino e aprendizagem na qual o aluno é agente ativo do processo educacional, favorecendo espaços para o desenvolvimento da autonomia, que se mostrou tão importante agora, mas também da responsabilidade, assim como para o desenvolvimento de oportunidades para a resolução de situações-problema com o envolvimento das famílias.

Estamos caminhando para um formato de transição, possivelmente híbrido, ou seja, em alguns momentos ainda atuando de forma remota, em outros presencialmente na escola, sempre com os cuidados sanitários que ainda se fazem necessários até que as vacinas possam ganhar amplitude. Então, a pergunta que fazemos em relação à volta para o ambiente físico da escola é: quem precisa ir e para fazer o que na escola? Como fazer? 

 
EDUCAÇÃO PÓS-PANDEMIA: A ESCOLA E A TECNOLOGIA

 

Acreditamos que o aprendizado em relação aos tempos, espaços, lugares e processos utilizado durante a quarentena deve permanecer e se consolidar, estabelecendo um novo marco, a partir do qual devemos evoluir e não mais retroceder.  

Algumas soluções educacionais auxiliam a escola a preparar os alunos não apenas para ter o entendimento deste mundo novo, complexo e diverso, mas também para que consiga atuar nele, desenvolvendo habilidades, aprendendo a aprender, aplicando o conhecimento, explorando novos territórios. Estes são os fundamentos do que chamamos de Educação 4.0.

De acordo com Leo Burd, diretor do Programa Lemann de Aprendizagem Criativa do MIT Media Lab, no livro Educação 4.0: reflexões, práticas e potenciais caminhos “é preciso que a Educação 4.0 deixe de ser uma ideia e vire um lugar-comum; algo tão natural que estranharíamos se não a encontrássemos em casa, nas escolas ou no trabalho. Educação não precisa e nem deve ser chata, sofrida, passiva e desconectada. Muito pelo contrário.”

Nesta direção, o Inventura – nosso programa de Educação 4.0 – tem como eixo central o ensino de programação e do pensamento computacional, em que o conteúdo não apresenta apenas a programação pela programação, mas sim o desenvolvimento de estruturas lógicas que vão sendo organizadas na elaboração de projetos práticos que sejam significativos para os estudantes e cuja programação possa se tornar algo útil, por meio de problemas que os alunos queiram resolver, numa construção crescente de desafios de modo criativo e muito interativo. Traz ainda conceitos da cultura maker, que incorpora mudanças significativas na forma como aprendemos, ressaltando a importância de fazer, experimentar, errar e acertar para uma construção sólida do conhecimento.

 
A TECNOLOGIA E A VIABILIDADE DA EDUCAÇÃO NA PANDEMIA

 

As atividades envolvidas possibilitam a exploração e encorajam os alunos a descobrirem suas capacidades. Na busca da resolução da situação-problema, os estudantes precisam colaborar entre si e se comunicar com o mundo à sua volta, sendo uma ação de resiliência, importante para o desenvolvimento de competências como a construção da autoconfiança e da cidadania, o crescimento social e emocional, fortalecendo ainda a visão positiva dos pais em relação ao potencial criativo dos seus filhos.

O Inventura já é utilizado pelos alunos no ambiente físico da escola e também em casa, sendo, portanto, uma alternativa aos diversos cenários: ensino presencial, ensino remoto e ensino híbrido. As ferramentas utilizadas são individualizadas, estando, portanto, de acordo com as precauções sanitárias ainda necessárias.

Em resumo, é preciso que a educação esteja em conexão com o tempo presente, o meio tecnológico e a complexidade em que vivemos, pois transformações têm ocorrido em velocidades e amplitude surpreendentes. Não buscamos mais tão somente a preparação para o futuro mais distante. A pandemia e a quarentena nos evidenciaram este cenário e de forma dura aceleraram um processo de evolução. Agora precisamos estruturá-lo e seguir em frente. Já possuímos caminhos e soluções para isso, portanto basta começar. 

Helinton Marques, gerente de produto na Tecnologia Educacional.

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