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* Por Alvaro Cruz

Pare um minuto e pense como foi a sua infância. Você provavelmente brincava muito, na rua, nos parques, ia para a escola, convivia com os amigos, passeava com os pais, pegava em tudo, mexia em tudo, se sujava…coisas de criança.

Mas, se tivesse que passar meses dentro de casa? Sem sair para os almoços na casa dos avós, sem escola, sem ver os amigos, sem poder tocar, provar, explorar o mundo para além das paredes da sua casa? Certamente isso teria um impacto na sua formação e na forma como veria e se relacionaria com o mundo, certo?

E é o que a covid-19 e a necessidade do isolamento social imposto por ela tem provocado: uma série de mudanças nos comportamentos individuais, sociais e na cultura das comunidades. Essa nova formatação no viver também impacta as crianças e, portanto, uma nova geração surge desse momento: a Geração P.

O P é de pandemia, mas também pode ser de possibilidades e novas perspectivas. Afinal, uma crise como a que estamos enfrentando certamente deixará marcas geracionais como as transformações tecnológicas também deixam. É assim de tempos em tempos, com a X, Y, Z, Millennials, Alpha…P.

As crianças que estão nascendo neste ano ou tem até 10 anos de idade pertencem a uma geração que vai levar marcas muito interessantes. Essa é a primeira geração que convive – depois de muito tempo – com os pais em casa durante a sua educação. Temos conseguido assistir às aulas com os filhos, participar mais ativamente, compreender o trabalho do professor, portanto esta é uma geração que passa a entender que estar com os pais e aprender não é algo dissociado.

Outro ponto interessante que surge com a alteração provocada no comportamento social pela pandemia, é que elas estão tendo uma experiência de aprendizagem híbrida que deve, a partir de agora, ser um novo modelo na educação. O aprendizado deixa de acontecer apenas dentro do espaço escolar porque essas crianças começam a entender que se pode aprender em casa, com os pais, com os irmãos e com a vida.

O termo ‘Geração P’, cunhado em Israel, é bastante recente e certamente será alvo de muitos estudos, mas já tem corrido o mundo, especialmente o educacional.

As crianças estão vivendo modelo de escola muito diferente do que nós vivemos e ele vai acelerar tendências, apresentar possibilidades e trazer uma nova forma de olhar que transformará não só essa geração, mas a sociedade que será modificada por ela.

 

* Alvaro Cruz é vice-presidente da Tecnologia Educacional

 

 

A Tecnologia Educacional oferece soluções inovadoras que enriquecem o processo de ensino-aprendizagem e transformam a sala de aula em um ambiente estimulante e desafiador.

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