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por | 12 / nov / 20 | Artigos, Giro TE

* Por Willy Pereira da Silva

Se você costuma estar por dentro de discussões voltadas para o presente contexto, é provável que já tenha escutado ou até mesmo falado que em breve tudo voltará ao normal. Com base nesse ideal comum de que uma rotina anterior precisa ser resgatada, não seria melhor encarar esse momento como uma oportunidade para encontrarmos novos sentidos e significados? 

Com a chegada da covid-19, o mundo começou a viver experiências que, se antes eram encaradas com resistência, muitos não tiveram outra escolha senão conhecer novas abordagens. De fato, se olharmos para o todo, diversas áreas estão passando por inevitáveis reformulações e não há dúvidas de que a educação é uma das protagonistas nesse processo.

QUAL IMPACTO EMOCIONAL QUE O NOVO NORMAL TEM CAUSADO NAS CRIANÇAS?

Diante do distanciamento social, escolas de todo país precisaram se reinventar, trazendo a ascensão de metodologias mediadas principalmente pela tecnologia. Agora, tudo indica que estamos caminhando para uma educação híbrida, que mudará a ideia de que a educação se dá exclusivamente de dentro dos portões das escolas. 

Além disso, devemos levar em conta todas os aspectos que caminham lado a lado com a educação: por exemplo, o desenvolvimento afetivo, social, cognitivo e cultural, formados a partir das relações e interações que construímos com o mundo, são importantes principalmente para crianças e adolescentes que, nos últimos meses, se recolheram e conviveram somente com seus familiares mais próximos. 

Estamos com um inspirador desafio pós-pandemia: abrir os portões das escolas e mostrar que a educação pode ser trabalhada em múltiplos contextos, afinal, não queremos sair de um isolamento e entrar em outro, certo? Dito isso, o que será que existe para além das paredes da escola?

Tendo em vista tudo que vem acontecendo em 2020, não é surpresa alguma que a resposta para essa pergunta tenha ficado um tanto distante de nossas vidas. Conforme algumas atividades ganhem forma, é provável que comecemos a refletir sobre o tempo que passamos ancorados em um único espaço – como aconteceu no isolamento, contando com ações que muitas vezes se limitam ao extremos de uma parede para outra. Existem muitas coisas para se descobrir lá fora e, no caso das escolas, temos a incrível chance de ampliar os espaços de aprendizagem: superar as paredes que afastam os alunos e professores do mundo.

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Um outro fator a ser considerado nesse processo de ressignificação é a aproximação das famílias com a vida escolar dos alunos, tornando-os agentes ativos na educação. 

A relação dos alunos com a rotina diária dos familiares é algo que deve ser levado em consideração, visto que as aulas e o trabalho em casa se tornaram compatíveis. Em outras palavras, o presente contexto de transformação vem simbolizando uma oportunidade para desenvolvermos relações empáticas e saudáveis entre as famílias e a escola: ambos são significativos para grandes descobertas. 

É importante que todos os agentes envolvidos nos mais diversos âmbitos educacionais reflitam acerca das habilidades que estão sendo desenvolvidas pelos alunos em suas casas, o que não se resume apenas aos conteúdos aplicados nas aulas remotas e/ou gravadas. Durante a pandemia, quais ações estão sendo significativas para essas crianças e adolescentes? Será que tiveram aqueles que desenvolveram interesse pelos jogos eletrônicos? Pela gastronomia? Ou até mesmo pela criação de conteúdos nas redes sociais? 

A partir dessas possibilidades, a escola conseguirá direcionar caminhos de aprendizagem que serão importantes não apenas para esse período, mas para toda vida. Além disso, é possível que existam aqueles que ainda não conseguiram identificar plenamente suas aptidões, sendo responsabilidade da educação de garantir incentivos de descobertas desencadeadas a partir do fazer, criar, modificar etc. É o maker em ascensão!

Por fim, podemos afirmar que a educação está constantemente se reformulando, trazendo sempre para sua essência artefatos e metodologias que devem ser condizentes, acima de tudo, com o contexto daqueles que são agentes ativos: a comunidade escolar. Nesse período de mudanças, devemos entender os sentimentos e as emoções que estão sendo carregadas pelos alunos, professores, famílias e todos os colaboradores que compõem as escolas. Com essa perspectiva, será possível encontrar coletivamente os melhores caminhos para a educação, tornando a escola um símbolo de plena união.

Willy Pereira da Silva é agente de suporte e acompanhamento no Sucesso do Cliente da Tecnologia Educacional.

A Tecnologia Educacional oferece soluções inovadoras que enriquecem o processo de ensino-aprendizagem e transformam a sala de aula em um ambiente estimulante e desafiador.

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